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Lutèce, a história de Paris

parisA França é o berço de todas as fragrâncias e Lutèce foi o primeiro nome dado a Paris a principal cidade francesa. 

A Lutèce Fragrances trás esta história que mostra como a França se tornou o país dos perfumes e fragrâncias.

"No terceiro século aC, uma tribo celta de pescadores e comerciantes, os Parisis, estabelecendo-se em uma ilha no rio Sena, onde fundou a sua capital, Lutèce, aldeia ligada ao continente por duas pontes de madeira. (...)
Comprometido com a conquista da Gália, Júlio César com seu exército reprimiu duramete a revolta dos aliados Parisis. (...) 
Vercingetorix: Lutécia passa a ter a nacionalidade romana e conhece anos de paz e de properités.
"
(traducão de trecho do livro "Paris à la loupe. Du Moyen Âge à 1900", de Claire d'Harcourt, editoras Seuil/Le Funambule, 2002) 

Paris, portanto, chamou-se no seu nascimento Lutèce, a Lutécia que lemos nos livros de aventura de Asterix, Obelix & Cia. Nos primórdios, então, um povo chamado "parisis" se instalou na hoje conhecida Île de la Cité, e a partir dali tudo começou. A fundação de Lutèce data de 300 anos antes de Cristo. Naqueles idos vemos Júlio César à frente de um império em expansão. Lutèce é atingida e anexada ao Império Romano.

Os livros sobre a aldeia gaulesa de Asterix são justamente desta época: lá está Júlio César tentando conquistar toda a Gália, e lá está a aldeia chefiada por Abracurcix, que resiste bravamente com a ajuda de uma "poção mágica". Vejam que os parisis aliaram-se a um possível parente de Abracurcix chamado Vercingetorix... 

Depois desta ocupação romana, que entrou em decadência já na era cristã, vieram os temíveis bárbaros. É famosa a tentativa de invasão de Paris (o nome Lutèce já fora substituído) pelos Hunos, chefiados por Átila, que chegaram até os portões mas não entraram, milagre que é atribuído a Sainte Geneviève, eleita padroeira da cidade. Houve ainda uma ocupação germana e depois uma normanda (os Vikings), que acabaram, estes últimos, ficando com uma parte do território, a Normandia, hoje francesa. 

Muitos povos, portanto, passaram por aqui e constituíram o que hoje chamamos de França: romanos, "bárbaros", germanos, normandos. Adicione-se a esta mistura migrações italianas, polonesas, espanholas, portuguesas, africanas et tout le monde, et voilá: o francês! 

A França ganhou fama mundial pelas essências e matérias-primas produzidas em Grasse, o que motivou a formação de empresas produtoras de fragrâncias sólidas e tradicionais. O mercado foi crescendo e levou ao surgimento das primeiras grandes marcas da perfumaria francesa. 

Na França, Luís Bonaparte, sobrinho de Napoleão, proclamou-se imperador como o tio, e assumiu o título de Napoleão III, em 1851.

Os espartilhos utilizados nesta época eram tão apertados que chegavam a provocar desmaios nas mulheres. Elas eram reanimadas com a inalação de sais, misturas de fragrâncias e vapores de amônia levados em charmosos frascos de cheirar, as famosas smelling bottles.

A imperatriz Eugênia, esposa de Luís Bonaparte, veio socorrer as mulheres, lançando um novo estilo de perfume: Eau Impériale, uma mistura de notas cítricas e lavanda, fragrância reanimadora criada em 1861 por Guerlain. A Eau Impériale foi apresentada em embalagem de vidro decorado com o brasão dos Bonaparte: abelhas pintadas à mão em ouro. O amor de Eugênia pelas artes estimulou o desenvolvimento da perfumaria francesa.